Salve Torcedor!

Em primeiro lugar, quero parabenizar o São Paulo Futebol Clube pela merecida conquista do Campeonato Paulista no último domingo. Após conseguir a melhor campanha na fase de grupos da competição, o Tricolor confirmou o favoritismo e faturou seu 22º caneco do principal campeonato estadual do país.

Mas, hoje, o assunto será o meu Corinthians, que não se encontra dentro e fora dos campos há alguns anos. Vale lembrar que a última vez que o Timão foi protagonista e conquistou uma competição de grandeza foi o Brasileirão de 2017. É bem verdade que chegou à final da Copa do Brasil do ano seguinte. Mas, com um time bem inferior do aquele que conquistara o nacional, acabou por contar com a sorte, pois entrou diretamente nas oitavas e avançou sem enfrentar grandes adversários até a semifinal, fase em que o time passou pelo já economicamente poderoso Flamengo. Na decisão, não conseguiu passar nem pelo Cruzeiro, nem pelo árbitro e nem pelo VAR, que anulou o golaço de Pedrinho de fora da área (gol que levaria a decisão para os pênaltis naquela ocasião).

Antes disso, o clube viveu seu melhor momento no século e um dos melhores momentos de sua história. Entre 2011 e 2013, conquistou um Mundial de Clubes, a tão sonhada e inédita Libertadores, um Brasileirão, um Paulistão e uma Recopa Sul-americana.

Ao meu entender, foi nesse momento tão marcante dentro de campo que os problemas começaram. Digo isso porque aquele era o momento do clube se firmar como uma potência no cenário futebolístico continental, pois vinha das conquistas já citadas, arrecadava muito com cotas de TV, com patrocinadores importantes, com vendas de produtos oficiais e com bilheterias das partidas, pois sempre jogava com os estádios cheios. Mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Más gestões administrativas, que contrataram jogadores a peso de ouro e que jamais renderam (exemplo: Alexandre Pato), venderam grandes jogadores do elenco a preço de banana (exemplos: Paulinho e Renato Augusto), dispensaram promissores talentos que subiram da base e que hoje arrebentam no futebol nacional e mundial (exemplos: Marquinhos, Willian Arão e Claudinho), além de fazer acordos absurdos com relação à nova Arena. Acordos que tornaram essa dívida praticamente impagável.

E o que isso causou? Simplesmente, a decadência dentro dos gramados. Ainda que o Timão conquistou o Brasileirão de 2015 já com problemas de salários atrasados, mas teve de ser forçado a desmanchar o elenco campeão, pois não conseguiu segurar as estrelas que o compunham. Depois dos técnicos Tite e de Fábio Carille, o time não foi comandado de forma eficiente, com bons resultados. Isso desencadeou a demissão de muitos treinadores, que ainda recebem nos dias atuais os compromissos financeiros assumidos desses contratos mal feitos. Elencos fracos foram montados ano a ano. Sem contar que, desde então, o clube é costumeiramente acionado na justiça por ex-jogadores, que cobram dívidas atrasadas. Outro fato negativo marcante foi a penhora do troféu de Campeão Mundial de 2012. Um absurdo!

Enfim, muita coisa errada aconteceu nesse período. E, sinceramente, o que me preocupa é o futuro. Como será daqui a cinco, dez anos? Será que vou ter o orgulho de ainda sair com a camisa do Corinthians nas ruas e não ser “bicado” sobre os problemas externos e que refletem no péssimo momento dentro de campo do meu time de coração?

Meu querido torcedor, eu tenho receio do que o meu Corinthians possa virar, mas enquanto ele existir, eu sempre estarei acompanhando e torcendo, pois, querendo ou não, esse clube já me deu muitas alegrias ao longo de minha vida e eu serei eternamente grato por tudo isso!

Vai Corinthians!!!