A automedicação, especialmente
nesse momento de pandemia, tem preocupado autoridades sanitárias em todo o
mundo. “É preciso que as pessoas se conscientizem dos riscos reais dessa
prática, que pode causar reações graves, inclusive óbitos", alertou a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em comunicado.
Ainda segundo a Agência, essa
avaliação é feita a partir de critérios técnico-científicos, de acordo com o
paciente e o conhecimento da doença: "todo medicamento apresenta riscos
relacionados ao seu consumo, que deve ser baseado na relação benefício-risco.
Ou seja, os benefícios para o paciente devem superar os riscos associados ao
uso do produto”.
Para se ter uma ideia da dimensão
e da gravidade do problema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que
mais de 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de
forma inadequada. Além disso, metade de todos os pacientes não faz uso dos
medicamentos corretamente.
Notificação
Para identificar novos riscos e
atualizar o perfil de segurança dos medicamentos, a Anvisa lembra que é
imprescindível que profissionais de saúde e cidadãos notifiquem as suspeitas de
eventos adversos, mesmo sem ter certeza da associação com o medicamento.
Os eventos devem ser notificados
pelo VigiMed. “A qualidade dos dados inseridos no sistema é fundamental para
subsidiar a análise pelas equipes especializadas. É importante identificar o
produto e informar o fabricante e o número do lote”, orienta a Anvisa.