Desde muito pequeno eu aprendo com minha Mãe. Mas quando eu era pequeno não entendia e não percebia o que eu estava aprendendo com minha mãe. De modo geral a gente só percebe algumas coisas depois que cresce, vira adulto, se torna pai ou mãe. E realmente é assim. Pronto, você já está pensando que esse texto é mais um daqueles de dias das mães, mas prometo que não é. Vou te mostrar coisas que aprendi com minha mãe, e apesar de ser homem ela me criou para a vida, e hoje com 43 anos eu ainda uso muitas coisas que aprendi com a minha mãe.

Ainda pequeno ali com uns 7 ou 8 anos, minha mãe me deixava cuidando da Regina minha vizinha, que é um pouco mais jovem que eu, hoje ela é uma mulher casada e com filhos assim como eu, mas o fato de cuidar de outras crianças muito cedo, me ajudou a ser um pai melhor, um Pastor melhor, um marido melhor, um palhaço melhor (um dia conto aqui na coluna aventuras como palhaço).

Minha querida mãe também me ensinou a cozinhar, aliás eu e meu irmão aprendemos a cozinhar desde muito cedo, já com 6 anos a gente cozinhava. Já adulto o fato de cozinhar me abriu muitos caminhos, muitas portas e eu pude fazer coisas bem legais. Um exemplo dessas coisas é que desenvolvi uma atividade de palestrante em escolas públicas, e logo após a palestra eu ofereço um jantar para os professores. Eu vou antes com uma pequena equipe, e após a palestra o jantar está 90% pronto, é só finalizar e servir. Tem sido uma aventura cozinhar por ai, no interior de São Paulo, em outros estados e também fora do país.

Poderia escrever muitas coisas que minha mãe me ensinou. Lavar, passar, costurar, arrumar, mas tem algo que não é tão visível assim. Minha mãe me ensinou a ver as pessoas, a olhar para as pessoas como pessoas. Nossa casa sempre foi um refúgio, até os 18 anos mais de 40 pessoas moraram em nossa casa. Pessoas que passaram uma semana, um ano, dois anos, até quase 10 anos. Sempre tinha gente em casa, sempre tinha um parente, um amigo, alguém que precisava de ajuda e a gente acolhia. Enquanto meu pai era vivo e também depois de sua morte, nossa casa era um porto seguro, e sem distinção de raça, credo, idade, desde de bebe de colo, até gente madura.

Conviver com tantas pessoas diferentes me deu um conhecimento sobre o ser humano impressionante, e devo isso a minha mãe que me ensinou muitas vezes sem usar palavras, apenas com a melhor pedagogia que pode existir. O poder do exemplo.

Ser o homem que sou hoje, tem muito do trabalho silencioso da minha mãe, não só isso, as vezes foi preciso ser dura, ser firme, umas palmadas, nada que deixasse de lado o amor. Quando vejo pessoas que não relacionam com seus pais, que carregam mágoas, rancores, dívidas emocionais, dividas financeiras, eu fico muito , muito triste. A vida é muito curta. Semana passada vi um humorista avaliando quantas vezes ele via os pais por ano, e fez uma conta simples e assustadora. “Se eu vejo meus pais 3 vezes por ano, eu fiz as contas e descobri que não devo ter mais 30 encontros com meus pais, e isso me assustou”. Consegue entender? Valorize cada momento com sua mãe, valorize os bate papos, valorize os encontros, valorize as broncas, as palmadas, aprenda com ela, sua vida com certeza será mais leve e feliz.

Eu aprendi e aprendo com minha mãe e você? Se deseja falar comigo use o whatspp 15-99730-0119, ficarei feliz em ler as suas impressões dos textos da coluna.

Um abraço apertado. Ronny Clayton