Uma das barragens da Vale, denominada Xingu, pertencente à mina de Alegria, em Mariana – MG, apresenta “grave e iminente risco de ruptura por liquefação”, segundo afirmado ontem, 09, pelo Superintendente Regional do Trabalho de Minas Gerais, o responsável por interditar atividades da companhia.

Esta barragem está interditada desde março do ano passado pela própria Agência Nacional de Mineração – ANM, não recebendo mais rejeitos de minério de ferro há aproximadamente 20 anos, no entanto, ainda há trabalhadores no local, o que levou à fiscalização trabalhista.

A cidade de Mariana sofreu com o rompimento de uma outra barragem, de Samarco, no ano de 2015, quando morreram 19 pessoas e inúmeras ficaram sem suas casas, além dos rios terem sido poluídos com resíduos. Um novo desastre desta magnitude soterraria o Município.

A Vale, por sua vez, contrariou a superintendência, afirmando que inexistir “risco iminente de ruptura”, paralisada desde 1998. Com a interdição do local, houve paralisação da circulação de trens na região e, para suspende-la, a empresa deverá adotar medidas técnicas. Os engenheiros responsáveis disseram que os rejeitos lá lançados não eram drenados, mas postos de forma errática, o que leva à possibilidade de que tenham sido dispostos no reservatório “camadas de materiais mais granular intercalado de camadas de material fino (...) tal situação aumenta a pressão no barramento e pode explicar os elevados níveis piezométricos medidas na estrutura, mesmo com um reservatório seco”, afirmou o Superintendente.

A empresa informou que a barragem é monitorada e inspecionada por técnicos especializados, estando a adotar “medidas para continuar a garantir a segurança dos trabalhadores, de modo a permitir a retomada das atividades”.

A ANM acompanha o caso.