O Brasil vem se revelando o novo epicentro da pandemia. Desde março do ano passado, os números vêm crescendo exponencialmente, revelando um quadro bastante crítico. Em 25 de março deste ano atingimos o ápice de registro de novos casos: foram 100.158 infectados contabilizados. Este número caiu com relação ao mês de abril, tendo sido registrados 69.381 novos casos ontem, 20, e uma média de 63.297 para cada sete dias, segundo os dados do Ministério da Saúde.

A campanha de imunização contra o vírus teve início oficialmente em 18 de janeiro deste ano, tendo sido aplicadas até então 33.807.132 doses, dentre as 53.687.666 distribuídas por todo o país, segundo informações atualizadas da Rede Nacional de Dados em Saúde – RNDS, chamando atenção que o número de vacinas não é suficiente para a população alvo deste estágio da campanha, composta por 77.279.644 pessoas. Ainda assim, o nosso país ocupa a nona posição do ranking de vacinação para cada 100.000 habitantes, embora não passe despercebido o número de óbitos que cresce diariamente. Ao todo, já registramos aproximadamente 14 milhões de casos e atingimos 375.000 mortes em decorrência do Coronavírus SARS-CoV-2.

Em Tietê, foram distribuídas 10.346 doses da vacina, tendo sido aplicadas 1.256 da Astrazeneca/Fiocruz e 5.462 são do Instituto Butantan, a coronavac. Ao todo, apenas 6.718 imunizantes foram aplicados portanto. Já em Cerquilho, 10.580 vacinas foram distribuídas: 1.094 da Astrazeneca/Fiocruz e 5.204 do Butantan foram aplicadas. Os Municípios, em conjunto, contam com estoque de 7.928 doses.

No dia 1º deste mês, o Presidente Jair Bolsonaro reiterou a fala do Ministro da Saúde Marcelo Queiroga e afirmou em uma live transmitida pelas redes sociais: “Pretendemos ao longo dos próximos dias aplicar um milhão de doses por dia no Brasil”.

No dia de ontem, foi registrada a maior média de vacinação no país: foram cerca de 939.000 doses aplicadas, tendo os últimos sete dias mantido uma média de 813.000 aplicações. Em relação à semana passada, o crescimento é de 3,7%. A Rede de Pesquisa Solidária, formada por cientistas, políticos, médicos, psicólogos e antropólogos de universidades renomadas como a USP, InCor-Faculdade de Medicina e Fiocruz, se preocupa com a capacidade efetiva de vacinação e prazos anunciados.

Em nota técnica, a rede divulgou: “Nas nações de renda média, observa-se o superdimensionamento de grupos prioritários para vacinação, implicando em ordem de grandeza de população elegível muito superior e incompatível com a capacidade efetiva de vacinação e com os prazos anunciados”. Outra preocupação da rede de pesquisa é a necessidade ainda não atendida de maior transparência pelo Ministério da Saúde, a promoção de campanhas de comunicação em massa e o combate à desinformação, a fim de incentivar a população a aceitar a vacinação.