Jaqueline e sua loja virtual Black Bazar

 O que fazer com as roupas que ficam no fundo do guarda-roupa ou na parte de baixo das pilhas? Pois é, dificilmente elas são a nossa escolha do dia a dia. E sem uso, acabam servindo apenas para abarrotar cabides e prateleiras. Agora, porém, elas podem ter um novo destino — os Brechós.

Os jovens, especialmente aqueles que fazem parte das hoje denominadas gerações Y (nascidos entre 1.980 e 1.995) e Z (1.996 e 2.010), têm sido os grandes incentivadores da nova tendência. Preocupados com o consumo sem limites, eles investem cada vez mais em itens que já tiveram um ou mais donos. A crise econômica, que fez sumir milhões de empregos, também foi outro fator decisivo para impulsionar esse tipo de comércio.

E tem outro fator ainda. Com a interminável fase restritiva que vivemos já a mais de 1 ano, comprar roupas novas perdeu um pouco do seu encanto. Afinal comprar uma "roupa nova zero KM" para ir onde? Como comprar faz parte é algo inerente ao ser humano, inclusive é terapia para ser sentir vivo, as roupas de brechós que não deixam de serem novas para seus novos donos, ganharam um espaço enorme nos hábitos de muitas pessoas, pois a levanta a autoestima e produz segundo pesquisas, felicidade.

Por conta disso os Brechós ganham tanto espaço. Em Tietê não é diferente, o recém-inaugurado Black Bazar está vai de vento em poupa e é um exemplo de como enfrentar a crise. A Jaqueline de Faria Bueno do Livramento, 25 anos, uma tieteense formada em técnico em serviços jurídicos, é talvez a principal responsável desta nova tendência na cidade.

“Desde pequena uma das minhas maiores paixões sempre foi mesclar, compreender, apreciar e através de peças de roupas fazer nascer e criar novas peças de roupas. Entendo que a moda sempre esteve presente em minha vida, no meu cotidiano e é referência que levo para a vida, pois uma das maiores formas de me expressar é como me visto e sempre demonstrei isso” –afirmou Jaque

Ela contou ao GNTC , que com o passar dos anos, foi entendo que aquilo não era apenas uma forma de se vestir, mas que fazia parte dela, e começou então a jornada em busca de seu sonho de montar o seu próprio negócio.

Ainda em fevereiro de 2.014, surgiu a oportunidade de trabalhar em uma confecção. E foi lá que durante 7 anos entre agulhas e linhas que ela adquiriu aprendizado e experiência. Até que no mês julho de 2.017 em sociedade com irmã, criou o Black Bazar.

Coloquei em prática uma idéia inovadora de um brechó virtual com foco na mulher do dia a dia, apresentando moda consciente (meio ambiente) em um aplicativo de mensagens instantâneas” – afirmou ela

Após apenas duas semanas de divulgação em redes sociais conhecidas (Facebook e Instagram), apresentando roupas seminovas de qualidade, o primeiro dia de venda foi um sucesso, vencendo todas as peças em apenas 45 minutos.

Isso mesmo TUDO e eu hoje olhando para trás e já conhecendo meu público acredito que a qualidade x preços acessíveis, foram a receita” – concluiu Jaqueline.

Em tempos de pandemia onde muitas lojas sentem a crise, Jaqueline segue com as vendas nesse mercado que aliás já era moda na Europa e agora ganha espaço no Brasil. Para os economistas a ascensão do negócio - Brechó, se dá pela venda de bons produtos por preços baixos, atraindo assim a atenção de uma clientela crescente.