A carta enviada ao Presidente Jair Bolsonaro pela farmacêutica Pfizer, assinado por seu CEO, Albert Bourla, em 12 se setembro do ano passado foi entregue ao seu gabinete, segundo indicam dois ofícios revelados pelo Portal O Antagonista. A carta gerou repercussão após sua existência ter sido revelada pelo ex-Secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, pois ela foi endereçada a outras autoridades do alto escalão, como então Ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o Vice-Presidente Hamilton Mourão, Ernesto Araújo, dentre outros.

O acesso aos documentos se deu por meio da Lei de Acesso à Informação e demonstram que o recebimento se deu no próprio mês de setembro, tendo o gabinete a mantido por dois dias sem qualquer resposta. No dia 14 daquele mês, foi enviada uma resposta, mas sem que se tomasse uma decisão.

Segundo divulgado por O Antagonista, “acusamos o recebimento da correspondência s/nº de 12/9/2020, dirigida ao Senhor Presidente da República, informando que sua equipe do Brasil se reuniu com representantes dos Ministérios da Economia e da Saúde, bem como com a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, e apresentou proposta para fornecer potencial vacina contra a Covid-19, que até o presente momento não obteve qualquer posicionamento sobre a referida proposta”.

As cartas enviadas pela Pfizer são objeto das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para apurar a atuação do Governo na gestão da pandemia do novo Coronavírus – Covid-19.