A Coreia do Norte ameaçou hoje (20) retomar testes nucleares e de mísseis balísticos de longo alcance, em reunião do gabinete político sob a liderança de Kim Jong-un.
Pyongyang não realizou
quaisquer ensaios nucleares de mísseis balísticos de longo alcance desde 2017,
dando prioridade ao diálogo com os Estados Unidos (EUA). O líder
norte-coreano encontrou-se três vezes com o então presidente norte-americano,
Donald Trump.
Desde a fracassada
Cúpula de Hanói, de 2019, entre os dois líderes, as negociações ficaram
estagnadas.
A Coreia do Norte rejeitou
todas as ofertas de diálogo, enquanto retomava testes, como o lançamento
de mísseis hipersónicos.
Os EUA impuseram, na semana
passada, novas sanções a Pyongyang.
"Política hostil e
ameaça militar dos EUA atingiram limiar perigoso que já não pode ser
ignorado", disse a agência oficial da Coreia do Norte KCNA.
Por essa razão, a reunião do
gabinete político do comitê central do Partido dos Trabalhadores
determinou que seja examinada rapidamente a questão do reinício" de todas
as atividades que foram objeto de moratória.
O possível recomeço dos
testes nucleares e balísticos ocorre em momento sensível para a região,
com eleições presidenciais marcadas para março na Coreia do Sul e na
China, o único grande aliado da Coreia do Norte e que se prepara para acolher
os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro.
Desde a posse do presidente
dos Estados Unidos, Joe Biden, há um ano, Pyongyang rejeitou várias propostas
de diálogo apresentadas pela administração norte-americana.