Dentro do sistema constitucional existem garantias e direitos que protegem a sociedade como um todo, mas também, na mesma intensidade, há deveres que devem ser respeitados objetivando atingir o equilíbrio social. Como todos os direitos possuem limites, a Constituição Federal trouxe princípios norteadores da atuação, tanto do particular como do Estado, na ordem econômica, visando a proteção de um bem maior.

Neste sentido, o direito ambiental é cercado de princípios como forma de garantir a livre iniciativa, mas também proteger o meio ambiente para as atuais e futuras gerações. Entre estes, encontram-se os princípios inerente ao direito a um meio ambiente equilibrado, a sadia qualidade de vida e da sustentabilidade.

Mas o que se faz quando o mundo inteiro está doente e com desequilíbrio ecológico?

Em março de 2.020, o Brasil precisou fechar-se para o mundo. Foi noticiado a transmissão de um vírus mortal, originado na China e que se alastrou para outros países, até chegar ao nosso. Foram mais de 245 mil mortes, milhares de infectados, comércio fechado, economia à beira de um colapso e uma população amedrontada, ao ponto de pânico.

Infelizmente os princípios foram testados, Estado decretando fechamento de comércios, famílias inteiras doentes, hospitais sem equipamentos necessários para cuidar da população.  Foram necessárias medidas drásticas para que o direito a sadia qualidade de vida ainda estivesse sendo respeitado.

O Estado viu-se encurralado, precisando comprar respiradouros, dispender verba pública para resguardar a população e manter o mínimo para a existência da população.

Porém, com todo o ocorrido refletiu-se que o Mundo, antes mesmo da epidemia atual, já passava por um processo de adoecimento do ecossistema. Seres humanos diariamente despejando sujeira em oceanos, eliminando gases na atmosfera, desmatando, consumindo e destruindo desenfreadamente elementos da fauna e a flora. O desequilíbrio ambiental e a saúde de toda a população já estava ameaçada. De forma lenta e silenciosa o Mundo pedia por socorro.

Mais do que nunca, o direito ambiental mostrou-se extremamente necessário e o respeito ao ecossistema provou que precisamos mudar para que ainda exista vida sadia, não há mais luta por futuras gerações, há luta pelo amanhã.

Ou seja, em 2020 e 2021 aprendemos que não há como viver se não houver um equilíbrio, o homem não é melhor do que outros seres vivos e o ecossistema precisa ser restaurado para que haja vida.