O governo de São Paulo vai prorrogar a fase
emergencial do Plano São Paulo por mais 15 dias. A medida restritiva, que inicialmente valeria até a
próxima terça (30), será estendida até o dia 11 de abril, um domingo.
O anúncio foi feito na coletiva de imprensa desta
sexta (26) no Palácio dos Bandeirantes pelo vice-governador Rodrigo Garcia
(DEM).
Será mantido o toque de restrições das 20h e às 5h.
Nesse horário, a recomendação é de que as pessoas não devam circular, a não ser
que seja absolutamente necessário. Também será proibido o uso de praias e
parques.
Continua a proibição completa de qualquer
aglomeração e a obrigatoriedade do uso de máscaras, tanto em ambientes
externos, como em ambientes internos.
Na fase emergencial, também haverá o aumento das
medidas restritivas para 14 atividades econômicas. A expectativa é que, com as
mudanças previstas, cerca de 4 milhões de pessoas deixem de circular durante a
vigência das regras e o índice de isolamento social fique acima de 50%.
Está mantida a proibição de serviços de retirada em
todos os setores; lojas de materiais de construção; atividades esportivas
coletivas; e celebrações religiosas coletivas. Os templos e igrejas continuam
autorizados a receber seus fiéis, mas de forma individual.
O teletrabalho continua obrigatório para atividades
administrativas não essenciais, nos órgãos públicos, nos escritórios e em
qualquer atividade ou setor que não seja essencial.
Também está mantida a suspensão de entrega de
alimentos e produtos nos estabelecimentos comerciais. O drive-thru é a única
forma de realizar essa entrega. Também permanece a possibilidade de delivery 24
horas tanto para restaurantes, como para outros estabelecimentos comerciais.
Entre as medidas anunciadas ainda pelo
vice-governador, está a criação de uma rede de doação de plasma sanguíneo, que
será usado no tratamento de pacientes com covid-19.
O projeto piloto será aplicado e monitorado
pelo Instituto Butantan, que inclusive, anunciou hoje o desenvolvimento de uma
vacina nacional contra a doença causada pelo novo coronavírus.
A técnica de tratamento com plasma convalescente
usa o sangue de pessoas que já foram infectadas pelo coronavírus e promete
ajudar o sistema imunológico a responder melhor contra a covid-19, fornecendo
anticorpos prontos.
Segundo o anúncio o tratamento
será aplicado em pacientes com 60 anos ou mais, com comorbidades, e com
sintomas de até 3 dias antes do diagnóstico. As cidades de Santos e
Araraquarara serão as pioneiras no estado de São Paulo no tratamento.
A técnica já
vem sendo utilizada em vários países, como os Estados Unidos e o Reino Unido.
No Brasil, o Rio de Janeiro é o pioneiro no tratamento, que também já é usado
em Manaus. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) afirma que a
eficácia ainda não é comprovada.