Sistema está de acordo com a Lei Geral de Proteção
de Dados Pessoais
O governo federal
anunciou um “kit de ferramentas” para impedir a ameaça de invasão e acesso
irregular aos dados pessoais inseridos nos sistemas, contratos e processos nos
quais dados pessoais precisaram ser analisados.
A inserção desses
dados é comum e ocorre em várias circunstâncias. Por exemplo, quando se faz
o check-in no aeroporto por meio do Embarque Seguro, por meio
da prova de vida digital do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou ao
preencher o formulário de solicitação do auxílio emergencial.
Quando um dado é
inserido nos sistemas do governo, ele precisa confirmar a identidade informada.
Essa confirmação é feita por um servidor público ou um software do
governo federal. Em todo caso, esse procedimento é realizado dentro da Lei
Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Essa lei, de 2018, estabelece
regras sobre coleta, armazenagem, tratamento e compartilhamento de dados
pessoais, confere maior proteção e prevê penalidades quando essas regras não
são cumpridas.
O “kit de
ferramentas” recém-lançado chegou para reforçar o cumprimento da LGPD. Trata-se
de um sistema que permite a averiguação de eventuais lacunas de segurança e de
privacidade nos sistemas, contratos e processos nos quais dados pessoais
precisaram ser analisados. “Trabalhamos pela transparência total no tratamento
de dados dos cidadãos e no uso de suas informações pessoais apenas nos casos de
consentimento e aplicação de políticas públicas”, disse o diretor do
Departamento de Governança de Dados e Informações da Secretaria de Governo
Digital, Mauro Sobrinho.
De acordo com a
secretaria, 14 diferentes níveis de riscos são averiguados automaticamente por
essa ferramenta. Basta que o encarregado da proteção de dados do cidadão dentro
do governo federal preencha on-line um questionário sobre o
caso específico.
“A LGPD exige muito
mais transparência e gestão adequada dos dados dos cidadãos que os órgãos do
governo federal precisaram tratar para as políticas públicas. Esses dados já
estavam aqui no governo, só que antes da lei não havia um olhar específico e
uma coordenação da proteção de dados”, afirmou o secretário de Governo Digital
do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro.