Pelo segundo ano consecutivo, os
aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)
receberão o décimo terceiro salário de forma antecipada, afirmou o ministro da
Economia, Paulo Guedes. Segundo o ministro, a medida só vai ocorrer depois da
aprovação do Orçamento Geral da União deste ano.
“O abono salarial já foi
antecipado. Agora, assim que aprovar o orçamento, vai ser antecipado o décimo
terceiro justamente dos mais frágeis, dos mais idosos, como fizemos da outra
vez”, disse o ministro. No ano passado, os beneficiários do INSS tiveram o
décimo terceiro antecipado para abril como medida de ajuda à população mais
afetada pela pandemia de covid-19.
O ministro deu a declaração após
reunião com o deputado Daniel Freitas (PSL-SC), relator da proposta de emenda à
Constituição (PEC) Emergencial na Câmara dos Deputados. Aprovado ontem (5)
em segundo turno pelo Senado,
o texto foi encaminhado para a Câmara, onde deve ser votado na próxima semana.
Guedes também anunciou que pretende
reeditar o programa de suspensão de contratos e de redução de jornada (com
redução proporcional de salários) que vigorou no ano passado. “O BEm, que é o
programa de preservação de empregos, já estão sendo disparadas as novas bases.
Então, tem mais coisa vindo por aí”, acrescentou Guedes.
Chamado de Benefício Emergencial
(BEm), o programa prevê que o trabalhador com contrato suspenso ou jornada
reduzida receba a parcela do seguro-desemprego a que teria direito se fosse
demitido em troca do corte no salário. Em troca, o empregador não pode demitir
o trabalhador após o fim da ajuda pelo tempo em que o trabalhador recebeu o
BEm.
Vacinação
Guedes voltou a defender a
vacinação em massa como a principal medida para salvar a economia e não
respondeu a perguntas sobre uma eventual ampliação do Bolsa Família.
“O grande desafio é a vacinação
em massa. Na saúde, nós precisamos avançar rapidamente para não derrubar a
economia brasileira de novo. Além da dimensão humana, das tragédias, das famílias,
tem o perigo de derrubar a economia de novo e aí você agudiza todo o problema
brasileiro”, declarou. "Agora é saúde, vacinação em massa, não vamos falar
de Bolsa Família agora.”
PEC Emergencial
Em relação à PEC Emergencial, o
deputado Daniel Freitas disse que não pretende alterar o texto aprovado pelo
Senado para acelerar a tramitação da proposta. Ele afirmou que apresentará uma
minuta do relatório na próxima segunda-feira (8).
“O Brasil tem pressa, a urgência
dessa matéria é evidente e precisamos dar celeridade no processo. Qualquer
alteração na PEC faz o Brasil atrasar, portanto, vamos discutir e conversar e
tentar acelerar o mais rápido possível a aprovação dessa PEC”, comentou o
relator da proposta na Câmara.