O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA fechou em 0,31% no mês de abril, isto é, fechou em baixa e representa leve desaceleração, mormente se comparado com o mês de março, em que o índice registro aumento de 0,97%. No entanto, a inflação acumulada, considerados os últimos 12 meses, é de 6,76%, o maior índice desde novembro de 2016, mantendo-se acima do teto da meta inflacionária estabelecida para o ano de 2021, cujo centro é de 3,75%, com limite máximo de 5,25%.

A queda do índice no mês passado se explica pelo recuo dos preços de transporte, em 0,08%, e com a queda dos combustíveis, de 0,94%. Por outro lado, os registros de maiores altas são os relativos à saúde e cuidados pessoais – 1,19%, artigos de residência – 0,57%, vestuário – 0,46% e alimentação e bebidas – 0,40%, todos referentes ao mês de abril.

O Comitê de Política Monetária – Copom, do Banco Central do Brasil, - BCB buscou frear os preços com o aumento da taxa básica de juro, que sumiu em 0,75 pontos percentuais, elevando a Taxa Selic para 3,50% ao ano. O Copom indicou nova alta para o mês de junho, nos mesmos níveis, o que elevaria a taxa para 4,25%.

A projeção, por ora, para o IPCA é de que, ao final do ano, feche em 5,06%, como divulgado pelo próprio BCB na última edição do Boletim Focus, já demonstrando aumento em relação à última projeção, de 4,85%. Para especialistas, a entrada em vigor da bandeira vermelha, que eleve os custos da energia elétrica a partir deste mêsdeve pressionar ainda mais os índices inflacionários, que poderão chegar a cerca de 7% acumulados.