O medicamento desenvolvido pela empresa Eli Lilly, feito à base dos biológicos banlanivimabe e etesevimabe, foi aprovado hoje, 13, para uso emergencial no tratamento da Covid-19 (Sars-CoV-2) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. O uso é restrito aos hospitais.
Este tratamento se dá mediante infusão intravenosa dos dois componentes, que são anticorpos monoclonais, criados artificialmente em laboratório pela clonagem de uma única célula. Os anticorpos neutralizam as moléculas estranhas no organismo, se concentrando em regiões, evitando que o vírus se replique.
A análise de estudos demonstrou que em comparação aos pacientes que receberam placebo houve uma queda de 70% de hospitalização e mortes. Os dados relativos à eficácia nas variantes, porém, são limitados, sendo ainda necessários estudos mais aprofundados.
O tratamento é indicado, segundo a agência reguladora, para pacientes adultos e crianças com Covid-19 que não precisam fazer uso de oxigênio, restringindo o uso do fármaco aos casos leves ou moderados portanto. Os pacientes devem apresentar alto risco de agravamento do seu quadro, aí estando incluídos os pacientes com mais de 65 anos de idade, com obesidade ou que tenham doenças preexistentes, conforme lista da ANVISA.
Este é o terceiro medicamento aprovado para tratamento da Covid-19 em caráter emergencial pela agência, atrás do remdesivir e regen-cov.