Além do foco em veículos mais
ecológicos, o plano envolve o uso de mais peças e tecnologias feitas localmente
para reduzir custos e ajudar a montadora japonesa a competir melhor com empresas
chinesas de custo mais baixo e grandes rivais globais, disseram as fontes.
A estratégia da China é um pilar
fundamental da recuperação da Nissan, que envolve o foco na produção de carros
lucrativos para a China, Japão e Estados Unidos, em vez de perseguir o
crescimento global como fez sob o comando de seu ex-chefe Carlos Ghosn.
“Antes, estávamos dizendo global,
global, global e a China era apenas parte dessa estratégia”, disse uma das
quatro pessoas familiarizadas com os planos.
“Com a regionalização agora
substituindo a globalização, temos que melhorar a competitividade de custos de
todos os componentes e tecnologias que entram em um carro, focando totalmente
no local”, disse a fonte.
Tanto a diretoria da Nissan
quanto a diretoria de sua joint venture na China Dongfeng Motor Company
apoiaram o plano e alguns elementos da nova estratégia serão revelados em um
evento em Xangai em abril, disseram as fontes.
A Nissan planeja lançar três
carros na China este ano: o novo crossover Ariya totalmente elétrico, uma
reformulação significativa de seu SUV X-Trail e o carro compacto híbrido
Sylphy, que utiliza sua tecnologia e-Power, disseram as fontes.
Pelo menos um carro novo da
Nissan chegará ao mercado chinês a cada ano até 2025, com a maioria sendo
totalmente elétricos ou híbridos equipados com tecnologia de direção autônoma e
inteligente, disseram as fontes.
Duas das fontes disseram que o
plano também envolve transformar a Venucia mais em uma marca de veículos
elétricos (EVs) acessíveis, embora os detalhes ainda estejam sendo discutidos.
A ideia é colocar o preço dos novos EVs da Venucia bem abaixo de seu veículo
elétrico mais barato – o e30 – que custa a partir de 61.800 iuanes (US$ 9.540).