O Procon de São Paulo ingressou
com uma ação civil pública para questionar os aumentos de cinco operadoras de
planos de saúde. O órgão de defesa do consumidor solicita que as empresas
apresentem as informações que embasam os reajustes e os percentuais de aumento
aplicados nos últimos três anos.
Na ação, o Procon pede ainda que
seja aplicada uma multa de R$ 10 milhões por danos morais coletivos contra as
operadoras Amil Assistência Médica Internacional, Bradesco Seguros, Notre Dame
Intermédica Saúde, Sul América Companhia de Seguro Saúde e Qualicorp
Administradora de Benefícios.
Em janeiro deste ano, foram
registradas, de acordo com o Procon, 962 reclamações de consumidores contra os
reajustes dos planos de saúde, sendo a maior parte delas contra as empresas
citadas. O órgão já multou as empresas administrativamente por considerar as
informações fornecidas insuficientes para justificar as altas nos preços
cobrados dos consumidores.
“Não houve transparência por
parte das empresas na aplicação desses reajustes e as operadoras têm o dever de
explicá-los. Estamos indo à Justiça para que elas deem essas informações”,
disse o diretor executivo do Procon, Fernando Capez.
Até o fechamento da matéria, as
operadores não responderam contato feito pela reportagem.