Projeto volta para nova análise
da Câmara dos Deputados
O Senado aprovou ontem (6) o
projeto de lei que prorroga o prazo de apresentação da declaração do Imposto de
Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao exercício de 2021, ano-calendário de
2020. De acordo com o projeto, o último dia para apresentar a declaração passou
de 30 de abril para 31 de julho. O projeto foi aprovado com alterações, e, por
isso, o texto volta para a Câmara dos Deputados para nova análise.
De acordo com o projeto, não há
mudança no cronograma do pagamento da restituição. Assim, o primeiro lote deve
ser liberado em 31 de maio de 2021. De acordo com o relator da matéria no
Senado, senador Plínio Valério (PSDB-AM), o que se pretende é dar tempo para os
contribuintes conseguirem os documentos necessários à declaração, em um cenário
de pandemia, onde os estabelecimentos não têm funcionado normalmente.
No ano passado também houve a
prorrogação do prazo para a entrega da declaração. A mudança, contudo, foi
feita por meio de instrução normativa da Receita Federal, que passou o prazo
final para o dia 30 de junho. O cronograma de restituição permaneceu o mesmo,
fazendo com que o primeiro lote fosse liberado em 29 de maio, antes do prazo
final de entrega.
Retorno à Câmara
O senador Plínio Valério alterou
um trecho da proposta votada na Câmara, fixando novos prazos para o pagamento do
imposto. Com a alteração, o projeto volta à Câmara, uma vez que ele iniciou sua
tramitação naquela Casa e, por isso, ela deve dar a última palavra.
A emenda inserida no projeto
prevê o pagamento do imposto com a previsão de parcelamento em seis cotas,
devendo a última cota ser encerrada até o fim do ano. De acordo com o relator,
a emenda atendeu uma solicitação da equipe econômica do governo.
“Isso foi feito para atender um
ponto de vista da União. Eles foram taxativos [dizendo] que prorrogar para
janeiro e fevereiro retiraria do Orçamento de 2021 um valor estimado em R$ 2,6
bilhões, que seria transferido para o Orçamento de 2022. É um assunto
complicado e a gente complicaria mais. Procurei fazer o que é bom para a
população e que não seja ruim para a União”, disse o senador.