O Secretário-Geral da Associação de Contas Abertas, Gil Castello Branco, ao se referir ao “orçamento paralelo” do Governo Bolsonaro, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo no último dia 9, afirmou tratar-se “de um escândalo que sugere a compra explícita de apoio político. Pode ser caracterizado também como uma espécie de ‘mensalão’ disfarçado de emendas parlamentares”.
De acordo com o jornal, o esquema, apelidado de “tratoraço”, envolveu aproximadamente R$3,15 bilhões do orçamento federal, advindas do Ministério do Desenvolvimento Regional, que destinou verba à determinados parlamentares para definir onde e como seria utilizada. No último dia 10, o Subprocurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União – TCU, Lucas Furtado, requereu a investigação do esquema, que pode configurar crime de responsabilidade se vier a ser comprovado.
De acordo com o Estadão, ainda, apenas 4% do total dos recursos foi destinado à oposição, o que representa R$126 milhões e derruba o argumento levantado pelo Governo Federal em defesa de que a distribuição de se deu de modo equânime, com parlamentares não alinhados a si. Hoje, 17, o Ministro da pasta, Rogério Marinho, admitiu em entrevista ao jornal O Globo que os repasses, de fato, privilegiaram os aliados governistas.
Este orçamento é paralelo às emendas parlamentares aos quais todos os congressistas têm acesso e o Governo é obrigado a distribuir de forma isonômica. Por meio destas emendas, os parlamentares aliados receberam recursos em troca de apoio. O Partido dos Trabalhadores – PT também foi beneficiado, no entanto, por movimento político criados pelo então Presidente do Senado, Davi Alcolumbre – DEM/AP.