Atualmente estamos vivendo duas pandemias globais: o COVID-19 e a inatividade física. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (2020), aproximadamente 2 milhões de mortes todos os anos, são atribuíveis à inatividade física e descobertas preliminares de um estudo da OMS sobre fatores de risco, sugere que o estilo de vida sedentário é uma das dez principais causas de morte e invalidez no mundo.

Levando em consideração, o isolamento / distanciamento social (“ficar em casa”), que tem sido uma das alternativas propostas para a contenção da disseminação do SARS-CoV-2, diversas secretarias municipais e estaduais de saúde vieram a publicar documentos propondo o fechamento dos diversos espaços destinados a prática da atividade física. Todas essas medidas fizeram com que a população brasileira passasse a ter dificuldades na prática de exercícios físicos, o que é muito preocupante, já que na literatura científica é bem estabelecido que a atividade física é uma das forças mais poderosas para uma boa saúde. Além de ajudar na prevenção, é um forte aliado no tratamento de muitas condições de saúde física e mental, melhorando o funcionamento de vários sistemas fisiológicos.

Uma pesquisa recente, demonstrou inclusive, que a hospitalização por COVID-19 é 34% menor entre pessoas suficientemente ativas, ou seja, aqueles que praticavam semanalmente (antes da pandemia) pelo menos 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou 75 minutos de alta intensidade (conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para adultos entre 18 e 64 anos.

De acordo com o pesquisador Marcelo Santos, por se tratar de um estudo observacional, não foi investigado os mecanismos envolvidos na proteção conferida pela prática da atividade física, mas há evidências robustas sobre os benefícios do exercício para a imunidade, além no benefício no controle do peso, prevenção de doenças crônicas como: diabetes e hipertensão, considerados fatores de risco para o agravamento da infecção pelo SARS-CoV-2.

Então o importante é buscar alternativas (mesmo em casa) para manter-se ativo com foco na saúde.


Colaborou na coluna, a Professora de Educação Física, Ive Ranata Pivêta Amorim